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quarta-feira, 1 de março de 2017

Entrevista com a autora Paloma Bernardino


Olá, pessoal! Tudo bem com vocês?

Como o Relicário de Histórias apoia os autores nacionais, hoje temos mais uma convidada especial para vocês, leitores, conhecerem um pouco do seu trabalho. Recentemente, eu li um livro chamado "O Voo da Borboleta" (disponível somente em e-book pela Amazon) que me cativou profundamente. Paloma Bernardino, a autora do dia, escreveu com a alma e coração cada página do livro e a cada frase têm um belo ensinamento, um bom conselho para ser levado durante a vida. Tratando de temas como mudanças, aceitação e transformações, o enredo aproxima o leitor de forma tão sutil, que é quase impossível não se identificar, tornando-se uma leitura agradável do início ao fim. Isso é apenas uma das caraterísticas da autora ao escrever suas histórias. Eu, particularmente, quero guardar "O Voo da Borboleta" num potinho, pelo fato do livro ser carregado de mensagens inspiradoras.
Atenciosa e super fofa, Paloma aceitou responder algumas perguntas. Então, caro leitor, se você ainda não conhecia a autora e seus livros, essa é uma ótima oportunidade.

Paloma Bernardino Braga nasceu em Minas Gerais e sempre gostou de escrever. É apaixonada por literatura e cursa Letras na Universidade Federal de Minas Gerais. Seu livro preferido é Orgulho e Preconceito da autora inglesa Jane Austen. Acredita que quem lê nunca está sozinho. Autora dos livros "Doutora da Alma" e "O Voo da Borboleta".

Aline: Olá, Paloma!
Muito obrigada de coração por aceitar responder as perguntas e por ser atenciosa com seus leitores. 
Paloma: Boa noite, Aline! 
Eu que agradeço o convite! 

1- Quando você descobriu que tinha talento para criar histórias e queria compartilhá-las com as pessoas?
Paloma: Descobri o meu talento na terceira série do ensino fundamental. A professora havia pedido para que fizéssemos um poema, e eu acabei me empolgando e lembro que escrevi um de três páginas. Escrevo desde pequena, mas só foi em 2014, ao escrever o meu primeiro livro, que decidi compartilhar minhas estórias para um público mais amplo. E foi uma das melhores decisões da minha vida! Escrever é maravilhoso, mas ter leitores é mais ainda! 

2- Qual foi a sensação de ver seu livro publicado? E de conhecer seus leitores e saber as opiniões sobre sua história?
Paloma: Quando eu recebi a prova da capa pela primeira vez, eu chorei de emoção. É muito difícil ser publicado, então quando isso aconteceu de verdade, foi um sonho se realizando. Me senti nas nuvens (e ainda me sinto). Tive muita sorte de ter uma editora maravilhosa me apoiando desde o começo e fazendo esse trabalho tão lindo. 
A reações dos leitores é a melhor parte, sem dúvidas. Fico sempre na expectativa para saber se eles reagiram aos acontecimentos da mesma forma que eu agi, ou se eles gostam de um determinado personagem. O feedback do leitor é sempre algo empolgante de se ler, e eu levo muito a sério todas as críticas e sugestões. Meus leitores são o motivo pelo qual eu escrevo - é para eles que eu almejo fazer a diferença. 

3- Todo autor durante o processo de criação sofre um bloqueio criativo no meio do caminho. O que você faz quando acontece essa interrupção durante a escrita?
Paloma: O bloqueio literário acontece por falta de inspiração, ou seja, por falta de ideias. A melhor forma de superá-lo é experimentar. Portanto, vejo séries, escuto músicas, observo as pessoas ao meu redor e tento pensar como os meus personagens pensariam. Eu sempre tento ser a mais organizada possível, então faço um planejamento dos capítulos que escreverei no futuro, o que me permite ter uma visão mais ampla da estória e evitar a falta de ideias. Às vezes durante a escrita de um capítulo, os personagens decidem ir por outro caminho e isso gera ótimas novas ideias.

4- Quanto tempo você se dedica para escrever? Como é o seu processo na hora de passar as suas ideias para o papel?
Paloma: O tempo que eu dedico à escrita depende do meu engajamento com a estória. Para escrever Doutora da Alma eu demorei mais ou menos um ano, e escrevia quase todo dia (em média de um ou dos capítulos). 
Como eu disse, tento manter a estória bem organizada e planejada, então logo que tenho uma ideia e decido escrevê-la, faço um planejamento geral da trama, dos personagens e dos capítulos. Também escrevo um primeiro capítulo "piloto" para conhecer melhor a estória e ver se ela realmente dará certo. A escrita é um longo processo de reescrita, então não basta só planejar - tem que sentar e escrever, revisar e escrever um pouco mais. 

5- Qual sua fonte inspiração para criar uma história?
Paloma: Geralmente as estórias partem das minhas experiências (quase sempre amorosas). Gosto de escrever coisas verdadeiras e reais, por isso sempre tem muito de mim nos livros. É claro que filmes, séries, músicas, pessoas e outros livros sempre dão ótimas ideias, mas a maior fonte sou eu mesma. Se uma estória não significa nada para mim, por consequência não vai significar para o leitor, não sendo, portanto, uma boa estória. 

6- Seus livros carregam uma mensagem sobre mudanças, crescimento e transformações, o que te fez escrever uma história com esses detalhes? Você se inspirou em alguém da vida real para criar algum personagem ou fato?
Paloma: Eu valorizo muito a mudança, ela sempre foi muito importante para mim. Desde pequena tive problemas com a questão do pertencimento e da aceitação. Eu não estava dentro dos padrões, e não achava um lugar para buscar aquela sensação boa de "ah, isso também acontece comigo". A maioria dos filmes, livros, etc. falavam sobre pessoas dentro dos padrões, então eu não me sentia representada. O que eu faço agora é me representar. Eu sei que não fui e não sou a única com tais sentimentos, e quero passar a mensagem de que ser diferente não é um problema. Se transformar não é um problema - é um processo muito difícil e que demanda apoio. Já os personagens são sempre uma mistura de mim mesma e alguém próximo a mim, isso faz com que eles sejam personagens reais, personagens com que o público possa se identificar (isso faz toda a diferença). 

7- Você cursa Letras, certo? A escolha do curso foi por influência da leitura e escrita? Alguma dica para quem quer fazer esse curso?
Paloma: Sim, curso Letras na Universidade Federal de Minas Gerais. Letras foi o curso que uniu minhas três grandes paixões: escrita, literatura e ensino. Sempre quis ser professora, então ensinar literatura foi e é um grande sonho. 
O curso de Letras não se limita as coisas que aprendemos no ensino médio. O que aprendendo lá é infinitamente mais interessante! Então eu digo para todo mundo que ama escrever e ler: façam Letras! É um curso repleto de possibilidades e muito, muito amor!

8- Hoje em dia, mesmo existindo meios para divulgação de livros (Wattpad, Amazon...), há muitos escritores iniciantes que têm o sonho de publicar um livro em uma Editora. Como foi para você todo esse processo? E qual conselho você dá para quem procura uma chance de publicar um livro?
Paloma: Publicar com uma editora é, sem dúvidas, uma experiência única. Você tem toda uma equipe cuidando dos mínimos detalhes, dando excelentes conselhos e tirando todas as dúvidas, o que faz muita diferença. Mas o processo de publicação é longo e árduo. Algumas editoras não se dão nem ao trabalho de responder e-mails, e outras só aceitam originais através de agentes literários. Então, se você é um autor iniciante, tenha calma e paciência. Prepare-se para ouvir/ler muitos nãos, porque eles vão acontecer. Você recebe 10 não para 1 sim. Mas quando vem o sim... a vida muda. Não desista nunca, esse é o meu maior conselho. Acredite em sua obra, tenha paciência e envie o livro para todas as editoras que forem possíveis. Repetindo, é um processo que demora e isso pode ser frustrante, então tenha paciência e continue escrevendo!

9- Defina a Paloma Escritora. E a Paloma Leitora.
Paloma: A Paloma escritora é muito tranquila e romântica, sempre aberta a conselhos e opiniões. Mas a Paloma leitora... Ela é extremamente crítica. Fazer Letras mudou muito os meus conceitos sobre literatura, então eu trago uma bagagem crítica às minhas leituras. Porém as duas são apaixonadas por literatura, e fazem ambas atividades com muito carinho e prazer. 

10- Tem projeto novo vindo por aí?
Paloma: Tem! Estou saindo da minha zona de conforto e estou escrevendo um livro de suspense/terror! Ele ainda está bem no comecinho, mas estou bem animada!

Deixe um recado para seus leitores e futuros leitores.
Paloma: Leitores, sem vocês livros não existiriam e a literatura seria inútil. É para vocês que escrevemos, então nunca deixem de se sentirem especiais - vocês são e muito. Espero que meus livros sejam bem-sucedidos ao passar as suas respectivas mensagens a vocês! Espero que ao lerem Doutora da Alma, vocês se sintam inspirados a buscar quem vocês amam, e a serem honestos sobre seus sentimentos; em O Voo da Borboleta, espero que a história de Valentina possa mostrar que não há problema nenhum querer fazer uma mudança, e apesar de fazê-la ser difícil, o resultado compensa. Somos lagartas até nos tornarmos borboletas. 
Uma música: Closer - The Chainsmokers
Um autor(a): Jane Austen
Um livro: Orgulho e Preconceito
Um filme: Desejo e Reparação
Uma palavra: Magari (é uma palavra italiana para "talvez", mas um talvez tem um quê de sorte)
Um sentimento: Felicidade
Uma frase: Quem lê nunca está sozinho
Uma pessoa: Meu namorado, Gabriel (que me faz imensamente feliz).
Um lugar: Meu quarto
Uma estação: Primavera
Uma cor: Azul claro
Um sonho: Ter milhões de leitores! 

Paloma: Aline, muito obrigada pelas perguntas! Foi um prazer respondê-las!
Aline: Eu que agradeço por ter reservado um pouquinho do seu tempo e ter respondido as perguntas com tanto carinho para o Relicário de Histórias. Foi um prazer entrevistá-la. 

Doutora da Alma
Onde Comprar: Editora Penalux

Valentina Rodrigues é a it girl do momento. Seu livro, "O Voo da Borboleta", está no topo da lista dos mais vendidos. Por causa da sua história inspiradora, ela começa a ser chamada de "A Doutora da Alma". Danilo Vaccari costumava ser o melhor amigo de Valentina. Eles cresceram juntos e se conheciam melhor do que ninguém. Eram inseparáveis - até que Valentina teve de se mudar para São Paulo. Os dois mantinham uma amizade à distância, mas, de repente, Valentina encerra o contato com Danilo. Só que ele sempre foi apaixonado por ela. Quando Danilo descobre que Valentina se tornou uma escritora famosa, vê a sua chance de obter respostas e declarar seus sentimentos. Enquanto lê o livro de Tina, ele tenta achar uma forma de encontrá-la. Ela, no entanto, fica cada dia mais famosa e inacessível.

O Voo da Borboleta
Disponível somente em e-book.
Onde Comprar: Amazon

Em O Voo da Borboleta, Tina Cari narra sua história através da metáfora da borboleta. Ela conta suas transformações na fase mais complicada da vida: a adolescência. Com mensagens inspiradoras e uma escrita leve e divertida, Tina convida ao leitor a também se transformar.
"A vida é uma jornada de autodescoberta e assim como a borboleta, nós temos a capacidade de nos transformar em algo ainda mais belo e livre. Passei muito tempo me sentindo como uma lagarta e então, com um pouco de esforço, tornei-me uma borboleta pronta para voar. Libertar-se é um caminho sinuoso, mas eu posso te acompanhar neste voo maravilhoso!"
Tina Cari é uma personagem fictícia do livro "Doutora da Alma".
Espero que tenham gostado, foi escrito com muito carinho
Conheçam o trabalho da autora, é encantador a maneira com que ela escreve suas histórias. No nosso Instagram, tem uma mini-resenha do livro "O Voo da Borboleta". Se ficou com vontade de saber um pouquinho mais do livro, dá uma passadinha por lá! ;)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Entrevista com a autora Denise Barbosa



Olá, pessoal! Tudo bem com vocês?
Hoje o post é super especial! Além de ser a minha primeira entrevista, é com a nossa autora parceira Denise Barbosa. Estou lendo o seu recente livro “Diário de uma fã” (disponível somente em e-book pela Amazon) e já aviso: é impossível não amar! Sua escrita, os personagens e a construção da história são maravilhosos, me encantou nas primeiras páginas. Em breve resenha aqui no blog.
Super simpática e atenciosa com seus leitores, Denise nos respondeu algumas perguntas via e-mail. Então se você não conhecia a autora ou se já conhece, é uma ótima oportunidade de saber um pouquinho mais sobre ela e seu trabalho.
Denise Barbosa nasceu em 1972, na cidade de Goiânia-GO. Concluiu a faculdade de Direito em 1996 pela PUC-GO, e atualmente mora em Brasília onde é Servidora Pública Federal. É leitora voraz de todos gêneros, porém se encontrou como escritora de livros infanto-juvenis.  Autora dos livros “O Mistério da Cachoeira”, “Balada 80”, o conto “Confissões de um menor infrator” e “O Diário de uma fã”.

1- Quando você percebeu que queria ser escritora e o que te levou a seguir esse sonho?
Denise: Eu nem imaginava que pudesse escrever um livro mas isto aconteceu depois de uma perda importante na família: foi quando surgiu o infantojuvenil O Mistério da Cachoeira. Ele serviu como uma válvula de escape para o meu sofrimento. Pensei que fosse parar por aí, mas outras ideias foram surgindo e atualmente escrevo o meu quarto livro.

2- Qual foi o primeiro livro que despertou seu interesse nesse mundo mágico da leitura? E nos dias de hoje, qual seu livro e gênero favorito?
Denise: O grande interesse surgiu quando li um livro chamado Uma Vitória Legal, do Carlos Heitor Cony. Acho que eu tinha uns dez ou onze anos. Li umas cinco vezes. Lembro que era a história de alguns jovens tentando montar um teatro na cidade.
Nos dias de hoje procuro ler de tudo, mas os meus preferidos são romances. Acabei de conhecer um dos livros de Emily Giffin, e gostei muito. Mas a minha queridinha continua sendo Lucinda Riley.

3- A maioria dos escritores têm suas manias na hora de escrever. Você possui alguma?
Denise: Olha, se eu tenho, eu nunca percebi! (risos) 

4- Qual sua maior inspiração e motivação para escrever?
Denise: Posso dizer que a inspiração surge durante o dia ou de madrugada, e às vezes do nada. Outras vezes um detalhe de um outro livro ou de um filme pode me inspirar para escrever algo. 

5- Para a construção de uma história, para você, qual o ponto mais fácil e o mais difícil na hora de passar as ideias pro papel?
Denise: Os meus livros Balada 80 e Diário de uma Fã têm uma característica em comum que é a ida e vinda no tempo, por motivos diferentes, claro. No primeiro há um deslocamento da personagem no tempo, no segundo a personagem apenas conta coisas do passado. Mas nos dois foi bem complicado fazer o encaixe e pormenores dessas idas e vindas. Em Balada 80 apareceram vários furos por um bom tempo, cada vez que eu o revisava.
O ponto mais fácil e mais gostoso é a construção dos personagens...é uma delícia essa fase de criação da fisionomia, escolha de nomes e personalidade de cada um deles.

6- Sobre seus personagens, tem algum que você se inspirou em uma pessoa real? E se pudesse escolher um que mais se identifica, qual seria?
Denise: Não me inspirei em alguém exatamente, mas os nossos personagens são formados, até mesmo inconscientemente, por personalidades que passaram pela nossa vida ou ainda convivem conosco. Querendo ou não, pessoas a nossa volta são referências para personagens. Acho também que cada personagem possui um pouquinho do autor. Eu diria que sou uma mistura da Marília de Balada 80 e da Babi de Diário de uma Fã.

7- Nessa vida de escritora, qual foi sua melhor lembrança?
Denise: Quando peguei Balada 80 em versão impressa nas mãos pela primeira vez. Sentir a textura da capa e folheá-lo foi emocionante. E isto aconteceu em plena Bienal do Livro de São Paulo.

8- No livro "Balada 80", a personagem Vanessa é teletransportada para outra década. Se fosse com você, qual década gostaria de ir para uma visitinha?
Denise: Ah, para a década de 60! Queria viver um pouquinho no meio daquele ambiente todo de Beatles, Elvis, vestidos rodados e namoros mega românticos. Ah, e provavelmente iria dar de cara com os meus pais adolescentes! (risos)

9- No livro "Diário de uma fã", a personagem Babi se apaixona por um ídolo da música. A curiosidade é: A Denise adolescente também tinha uma "paixão platônica" por algum famoso?
Denise: Vários!!! Comecei por Michael Jackson aos dez anos, depois me acabei por causa da boy band Menudo, e depois acabei de me acabar pela boy band brasileira Dominó. Isso tudo na década de 80. Ia na porta dos hotéis, shows e aeroportos atrás desses meninos (gargalhadas).

10- Qual mensagem você deseja passar através das suas histórias? E o que não pode faltar em pelo menos um dos seus personagens?
Denise: Os meus livros são para jovens leitores, e neles procuro passar a mensagem de que não podemos deixar de lutar pelo que queremos, ou que o preconceito não é uma boa, ou que os problemas que os jovens têm às vezes não são o fim do mundo. 
Não podem faltar personagens guerreiras e determinadas nos meus livros.

Deixe um recado para seus leitores e futuros leitores.
Quem sou eu sem os meus leitores? Devo a eles parte da minha alegria em poder escrever. Obrigada de todo o meu coração àqueles leitores que conhecem o meu trabalho, aqueles que desejam conhecer e àqueles que ainda vão querer conhecer um dia!

Uma música: Wave
Um autor(a): Lucinda Riley
Um livro:  As Sete Irmãs
Um filme: Notting Hill
Uma palavra: Resiliência
Um sentimento::Amor
Uma frase: "Aquilo que não nos mata nos torna mais fortes." Friedrich Nietzsche
Uma pessoa: Meu pai
Um lugar: Trancoso - BA
Uma estação: Verão
Uma cor: Salmão
Um sonho: Ter o meu trabalho como escritora reconhecido no país.

Balada 80
Onde comprar: Saraiva

Vanessa vive em seu mundo fechado de músicas, tecnologias e gírias, mas quando finalmente conhece o garoto dos seus sonhos, percebe que precisa abrir novos horizontes do seu conhecimento, porque Ricardinho é muito culto e obcecado por filmes e músicas dos anos oitenta. 
Enquanto, a contragosto, resolve conhecer mais sobre aquela época, coisas desagradáveis começam a acontecer na sua vida. Decepções, controvérsias e um acidente com o seu pai faz com que Vanessa desanime da sua vida e de uma maneira inusitada é transportada para os anos oitenta, totalmente sozinha e confusa, onde passará por momentos extraordinários.
Alguém já imaginou ter a sua própria mãe como amiga de adolescência? Imaginou encontrar pessoas que jamais achou que iria ver outra vez? Imaginou ficar sem a internet e celular por alguns dias? Mas isso pode ser muito divertido.


Diário de uma fã
Disponível somente em e-book.
Onde Comprar: Amazon

Babi é uma menina comum, universitária, que se apaixona por Luca, um popstar da música.
Ela, que na adolescência nutria paixões platônicas por seus ídolos, não imaginava que um dia poderia se envolver com um superstar. Entretanto, quando se vê na posição de namorada de Luca Becker, não consegue se adaptar ao mundo da fama, holofotes e fãs ensandecidas.
Valeria a pena tentar? Ou seria melhor não se arriscar e permanecer no caminho de uma vida normal e pacata?
O problema é quando o coração fala mais alto.



O Mistério da Cachoeira
Disponível somente em e-book.
Onde comprar: Amazon

Ana Mariana se mudou com a família para Pirenópolis, no interior de Goiás, onde teve a chance de conhecer novos amigos. O que ela não sabia é que um passeio aparentemente simples com a turma iria resultar numa aventura incrível envolvendo principalmente o seu cãozinho.
O desaparecimento de Tobisco levará os amigos a uma cachoeira onde há um grande mistério. O encontro com um ser de outro planeta trará revelações avassaladoras e um novo pensar sobre a vida.


Confissões de um menor infrator (conto)
Disponível somente em e-book.
Onde comprar: Amazon

Conto que retrata a história de um garoto de classe média que se envolve com drogas e conhece o submundo das ruas na Capital Federal.




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Obrigada, Denise pela entrevista, por ter reservado um pouquinho do seu tempo e ter respondido as perguntas para o Relicário de Histórias.
Foi um prazer entrevistá-la e escrever esse post especial aqui no blog. 
Espero que tenham gostado, foi escrito com muito carinho

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Entrevista com a escritora Fernanda França


Fernanda França é jornalista e escritora, autora dos livros de gênero chick-lit ‘’Nove Minutos com Blanda’’, ‘’Malas Memórias e Marshmallows’’,  ‘’Bolsas Beijos e Brigadeiros’’ e ‘’O Pulo da Gata’’. Ela já fez cursos de especialização pelo Knight Center for Journalism in the Americas, EUA, trabalhou durante doze anos como repórter e atualmente vive com o marido e filho no interior de São Paulo. 
Faz três anos que li seu livro ‘’Malas, Memórias e Marshmallows’,  e desde então acompanho seu trabalho e estou sempre ansiosa para um próximo lançamento, a Fernanda tem um diferencial nas suas histórias, porque seus romances abordam temas importantes e que podem fazer toda diferença na vida/concepção de alguém, isso é uma das coisas que eu mais admiro na sua escrita, então se você ainda não leu nenhum desses livros, leia pois garanto que não irá se arrepender. A autora já veio para Curitiba em 2014 e eu tive o prazer de conhece-la, é ainda mais querida pessoalmente e de uma simpatia contagiante. Atualmente ela já terminou de escrever seu quinto livro, e tem mais novidade por ai, vocês irão saber logo abaixo nas perguntas que ela respondeu.   

Espero que gostem!  


1.    O que esperar do seu novo livro?

Olá, pessoal!

Tenho uma novidade linda, que é a participação em um livro de contos com outras oito escritoras incríveis. É “O Livro Delas”, lançamento da Rocco pelo selo Fábrica231 para a Bienal de São Paulo. Meu conto se chama “Eu vou te esperar” e estou muito feliz por fazer parte desse projeto. Espero todos vocês para o lançamento oficial na Bienal de São Paulo no domingo dia 28 de agosto das 10h às 12h na área de autógrafos 1.
O livro reúne contos de nove autoras. Além de mim, estão no projeto Bianca Carvalho, Carolina Estrella, Chris Melo, Fernanda Belém, Graciela Mayrink, Leila Rego, Lu Piras e Tammy Luciano. A organização dos contos é de Renata Frade.
Meu novo livro “solo” ainda não tem previsão para ser publicado, por isso ainda não posso contar muito sobre ele, mas é o livro que mais me emocionou escrever até hoje. É uma comédia romântica, mas que trata de temas sérios e que há tempos eu queria abordar nos meus livros. Não vejo a hora de poder mostrar para vocês. Garanto que está um trabalho lindo e estou muito ansiosa para que conheçam essa história.

2.    Seus livros são romances leves e que sempre abordam temas que são muito importantes e atuais, acho isso genial. O que te inspira a escrever suas histórias?

Puxa, obrigada! :-)

Fico tão feliz, porque escrever para mim é uma das minhas maiores alegrias. Quero levar diversão, mas também gosto de abordar temas sérios. É como se eu pudesse lidar com alguns assuntos difíceis de maneira leve, no meio da comédia e do romance. Como quando falo, por exemplo, de preconceito, de morte, da importância da família e dos amigos. No livro novo, eu trago temas como racismo, adoção, violência contra a mulher e outros assuntos, mas não deixa de ser um romance, com uma linda história de amor.
O que me inspira a escrever é levar uma mensagem bacana para as(os) leitoras(es). É tocar o coração das pessoas, poder mostrar a elas que tudo pode melhorar, que elas podem ser felizes, descobrir uma profissão que gostam, enfim, que podem dar a volta por cima. Se eu conseguir melhorar um pouquinho a vida de uma pessoa, já terei cumprido minha missão.

3.    Como é conciliar a vida de mãe e escritora?

Uma loucura! (risos)

Meu filho Angelo tem quatro anos, então exige muito de mim. Enquanto ele está acordado, eu nunca estou trabalhando. Por isso acabo escrevendo sempre de madrugada, assim como realizo meus outros trabalhos (também sou revisora e preparadora de textos) nesse mesmo horário. Tudo sempre quando ele dorme. Agora estou grávida novamente, então sei que terei mais um desafio pela frente. :-)

4.    Como é seu processo de criação, quanto tempo você leva para escrever suas histórias?
Cada história teve um tempo diferente, de acordo com meu amadurecimento como escritora e do momento pelo qual estava passando. O primeiro livro, 9 Minutos com Blanda, escrevi quando ainda trabalhava em um jornal como repórter e ainda não tinha pretensão de publicar um livro. Escrevi durante dois anos. O segundo, Malas, Memórias e Marshmallows, levou o mesmo tempo. O terceiro, Bolsas, Beijos e Brigadeiros, eu escrevi quando estava grávida do Angelo e uma parte depois que ele tinha nascido e demorou um ano mais ou menos. O Pulo da Gata ficou pronto em nove meses e o livro novo eu escrevi em sete meses.

5.    Você que já trabalhou como jornalista, que conselho você daria para quem quer seguir essa profissão? Vale a pena?

Sempre vale a pena fazer aquilo que você ama. Não importa qual é a sua escolha, o que vale é fazer aquilo o que faz você feliz, ou nada terá valido a pena. Eu sempre quis ser jornalista e amei os 12 anos que trabalhei na área. Meu conselho é: leia muito! Mas esse conselho eu dou para qualquer pessoa (risos). Acho válido começar a trabalhar cedo, a buscar freelas para ganhar experiência.

6.    Como você descobriu que queria ser escritora?

Acho que no fundo eu sempre quis ser escritora, porque quando eu era criança eu dizia que seria “poetisa” quando alguém me perguntava. Então acho que a literatura estava no meu coração desde sempre. Mas depois que eu acabei meu primeiro livro, e mandei para algumas amigas lerem, eu quis muito que outras pessoas conhecessem minha história. Acho que aí que eu descobri que era escritora.

7.    Sua família lê seus livros?

Sim! Meu marido geralmente é o primeiro a ler e opinar. Minha mãe não leu os primeiros logo que escrevi, mas agora ela lê quando ainda estou escrevendo e fica pedindo capítulos novos! (risos). Meu pai não lê muito, mas indica para todo mundo e compra para dar de presente para os amigos. Minhas tias também leem. Eu adoro quando descubro que alguém da família leu um livro meu.

8.    Sabemos que não é tão fácil publicar um livro. Qual o conselho que você daria pra quem está começando agora e sonha em ver o livro publicado?

Ler muito é o melhor conselho para qualquer escritor. E é importante saber que é uma carreira maravilhosa, mas muito difícil no Brasil. Publicar é o resultado do trabalho, vem lá na frente e antes disso você deve se preocupar em levar o melhor texto para seus leitores. Hoje em dia existem ferramentas para o autor publicar de forma independente e conquistar o público antes mesmo de conseguir uma editora e esse é um caminho novo e muito promissor.

9.     Foi muito difícil o processo de contatar as editoras para poder publicar seu livro?

Na época do primeiro livro, em 2009, entrei em contato com várias editoras. Se já é difícil hoje, com uma maior abertura aos autores nacionais, eu acredito que na época era bem mais difícil. Consegui publicar sob demanda e no segundo livro já tive um material maior para buscar novas editoras.

10.  Qual foi a sensação quando você publicou seu primeiro livro?

Foi a realização de um sonho, uma alegria tão grande que com certeza foi um dos dias mais felizes da minha vida. Até hoje, quando vejo um livro meu em uma livraria pela primeira vez, eu sempre fico emocionada e quase sempre derramo umas lágrimas. É como se fosse tudo pela primeira vez e cada livro traz uma emoção nova. Escrever é a minha vida! Sou muito grata a meus leitores por me proporcionarem a oportunidade de ter uma profissão que tanto amo. Obrigada!

Grande beijo e me sigam na internet!
Fernanda França
YouTube: www.youtube.com/fernandafranca
Twitter: @fernandafranca
Instagram: @fernandafranca

Eu que agradeço a você. Fer! Muito Obrigada por reservar um tempinho e responder as perguntas com tanto carinho, eu adorei :)

Pessoal, ''O Livro Delas'' já está em pré venda, então aproveitem para conhecerem o trabalho da Fernanda e de outras escritoras incríveis.