quinta-feira, 10 de março de 2016

Filme: Agora e para sempre


Título original: Now Is Good
Ano: 2013
Duração: 1h43min
Diretor/Roteirista: Ol Parker
Elenco: Dakota Fanning, Jeremy Irvine, Paddy Considine, Olivia Williams, Kaya Scodelario
Gênero: Drama/Romance
Nacionalidade: Reino Unido



Sinopse:
Tessa Scott (Dakota Fanning) sofre de leucemia em estágio terminal e decide organizar uma lista de tudo aquilo que precisa fazer antes de morrer. Em primeiro lugar está seu principal desejo: perder a virgindade. Quando ela conhece Adam (Jeremy Irvine), encontra uma companhia e um amor com quem compartilhar seus momentos.




Sabe aquele filme que você sabe que vai sofrer e vai desidratar de tanto chorar? Agora e para sempre é uma história emocionante que vai te prender do início ao fim. E eu sei que histórias que envolvem câncer tem um final previsível, mas mesmo assim não deixa de ser tocante, lindo e reflexivo. O filme é baseado no livro "Antes de Morrer" de Jenny Downham.
"Agora e para sempre" conta a história de Tessa Scott (Dakota Fanning), uma jovem de 17 anos que descobriu há quatro anos que tem leucemia e estava fazendo todo o tratamento indicado desde os remédios até as várias consultas médicas, sessões de quimioterapia... Todos necessários para prolongar sua vida, mas Tessa sabe que aquilo lhe dará efeitos colaterais que carregará até os últimos instantes de sua vida e ainda mais sem saber se terá realmente cura.  Então, ela resolve tomar uma decisão difícil tanto para ela quanto para sua família: Parar com todos esses tratamentos.  


Tessa apesar da doença é uma menina apaixonada pela vida e carrega consigo muitos sonhos, normal que toda adolescente tem, porém alguns são um tanto inusitados e absurdos, mas são sensações que ela gostaria de experimentar antes de morrer. Dessa forma, ela cria uma lista com todas as coisas que gostaria de viver e aproveitar cada momento. Tessa passa a explorar um mundo novo, mas no meio do caminho, ela se apaixona por seu vizinho Adam (Jeremy Irvine), item que não estava na lista e que se prova a mais forte, verdadeira e intensa experiência de todas.

                             “Viva cada momento, ame a cada minuto.” 

A atuação de Dakota está perfeita, ela entrou com tudo na pele da personagem, realmente passando ao telespectador todas as emoções e com algumas cenas fortes e um tanto reais sobre o que é ter essa doença e sobre como é estar morrendo aos poucos. Tessa deixou claro que não se arrependeu de sua escolha sendo algo melhor para ela e todos ao seu redor, ensinando a todos os verdadeiros sentidos da vida e como vivê-la.
O filme irá te fazer rir com Tessa, apesar de tudo ela é uma garota divertida e animada com seus sonhos e maluquices que gostaria de fazer. Também irá te fazer chorar, com a luta pela vida tentando vencer a doença, tentando viver tudo ao máximo e limitado sabendo que a qualquer momento o pior vai acontecer. E também carrega a magia do amor, que deixa tudo leve mesmo em um momento delicado e difícil de se lidar. Isso apenas nos mostra que temos que dar valor a vida, aos pequenos momentos, as pessoas que amamos, enfim aprender a viver sempre da nossa melhor forma, aproveitar e nunca desistir dos nossos sonhos, porque a vida é cheia de surpresas mas também nos prega várias peças. Um filme que vale muito a pena ser assistido. Recomendo!

“Momentos.  A vida é feita de uma série de momentos. Cada um deles uma viajem rumo ao fim… Desapegue. Desapegue-se de tudo!”



segunda-feira, 7 de março de 2016

Resenha: O Diário de Anne Frank


Título: O Diário de Anne Frank
Autora: Anne Frank
Páginas: 378
Editora: BestBolso

Em meio ao caos do mundo, em meio á Segunda Guerra Mundial, uma garota judia de apenas 13 anos teve sua vida modificada pela guerra... Para que ela, sua família e outras quatro pessoas não fossem capturados por serem Judeus, eles tiveram que se esconder em um anexo secreto quando os nazistas começaram a invadir a Holanda sob o comando de Hitler. Com isso, Anne passa a registrar em um diário o período em que esteve escondida, todo o seu cotidiano. Escrito entre 12 de junho de 1942 á 1° de agosto de 1944, surgindo assim o Diário de Anne Frank ou Kitty como ela o chamava, era uma forma de sentir mais íntima ao seu diário como se fosse sua melhor amiga. Foi publicado em 1947 por seu pai, Otto H. Frank, se tornando um clássico da literatura mundial.

“Espero poder confiar inteiramente em você, como jamais confiei em alguém até hoje, e espero que você venha a ser um grande apoio e um grande conforto para mim.”

A ideia do diário surgiu quando Anne ouviu no rádio que estavam em busca de provas dos horrores cometidos pelos alemães, assim como testemunhos e a vontade de Anne era contribuir escrevendo tudo com a esperança de que um dia suas palavras pudessem ser imortalizadas quando publicasse um livro, além de expressar todos os seus pensamentos e aliviar o sofrimento de quem está escondida para continuar viva, era a sua única forma de liberdade. Sua linguagem é totalmente jovem/adulto demonstrando sua maturidade, deixando a infância, se tornando independente, com um senso crítico, sempre colocando sua opinião mesmo com os seus 13 anos. 
A vontade de Anne de publicar seu diário era tanto, que por conta disso, releu e começou a reescrevê-lo tirando coisas que ela achava desnecessárias e acrescentando novas anotações. Enquanto ela vive trancada por dois anos dentro do Anexo, sem poder sair ou ao menos olhar para o lado de fora, Anne continua esperançosa e positiva em relação à guerra, e que no final poderá sair dali e seguir sua vida, realizar seus sonhos como toda adolescente gostaria.

"Quando escrevo, consigo afastar todas as preocupações. Minha tristeza desaparece, meu ânimo renasce! Mas - e esta é uma grande questão - será que conseguirei escrever alguma coisa importante, será que me tornarei jornalista ou escritora? Espero, ah, espero muito, porque escrever me permite registrar tudo, todos os meus pensamentos, meus ideais e minhas fantasias."
Manuscrito do diário de Anne Frank

A vida no Anexo não era fácil. Eles conseguiam alimentos, roupas e livros com a ajuda dos amigos da família. Porém, tudo era limitado, pois não sabiam até quando teriam essa ajuda. Não podiam fazer barulho, principalmente antes das 8 da manhã e depois das 8 da noite, para que os vizinhos não desconfiassem, pois neste horário era o fim do expediente no prédio onde estavam escondidos. Sussurravam para não serem ouvidos, se movimentavam o mínimo possível e  mal podiam abrir a janela do sótão.  E ao decorrer da leitura, vamos conhecendo mais sobre os moradores do anexo, a relação de Anne com sua mãe, seu pai e sua irmã mais velha, Margot, as brigas, o seu primeiro amor por Peter Van Dann, o garoto que também dividia o esconderijo e como toda adolescente tinha suas crises e se sentia repreendia. 

"Eles criticam tudo a meu respeito – e quero dizer tudo mesmo: meu comportamento, minha personalidade, meus modos; cada centímetro meu, da cabeça aos pés e dos pés a cabeça."

Tentavam ter uma rotina "normal", mesmo estando confinados, sem saber qual seria o futuro de todos. Depois de dois anos de tanto sofrimento, oficiais nazistas descobrem o esconderijo, capturando os moradores e os conduzindo para campos de concentração. Anne morreu aos 15 anos, de tifo, uma doença contagiosa que havia no campo de concentração. O único sobrevivente foi o seu pai.
Essa não é uma história de ficção, Anne não faz parte de uma história de contos de fadas ou é uma heroína que fará tudo ficar bem no final (embora ela quisesse). Era uma garota normal, com uma personalidade forte, teimosa e sim, um pouco mimada, com sonhos, planos e paixões que foram destruídos pela guerra, amadurecendo muito rápido para sua idade. Ela enfrentou o medo, as angústias, as tristezas tudo trancafiada em um sótão, sem poder ver a luz do sol, seu destino era incerto. Mas, a força dessa menina valeu muito, apesar de todo esse sofrimento, Anne nos passava mensagens de positividade, de amor, em acreditar na bondade humana mesmo com todas as crueldades que estava acontecendo. Anne era uma menina sonhadora, uma menina que, se pudesse, mudaria o mundo. 

"O papel tem mais paciência do que as pessoas.'

Preenchendo folhas e folhas de seu diário, conseguiu colocar simplicidade e amor em suas palavras, nos fazendo refletir, sentir esperanças de um mundo melhor. Conseguimos nos sentir próximos a Anne através de sua escrita, como sua narrativa é feita em diário, dia após dia com detalhes, é muito fácil se sentir próxima á ela, de imaginar o lugar na qual estava, sentir as emoções e se colocar em seu lugar em alguns trechos, é um livro com sentimentos verdadeiros sobre uma garota que vivia sob uma perseguição dos alemães, tudo porque a sua raça era considerada "inferior".

"Quero amigos, não admiradores. Pessoas que me respeitem pelo caráter e pelo que faço, não pelo sorriso encantador. O círculo ao meu redor seria bem menor, mas o que importa, desde que fosse composto por gente sincera?

O Diário de Anne Frank foi o primeiro livro que li tendo como tema a Segunda Guerra Mundial, aos 12 anos e lógico, li mais de uma vez (umas 3 vezes no total) e foi o principal responsável pela minha fascinação por histórias que se passaram neste período. Recomendo como leitura obrigatória, este livro todos devem ler em algum momento de sua vida, é uma forma de aprendizado, apesar de ser um história triste, é uma reflexão sobre o mundo, sobre o que as pessoas são capazes de fazer. Estamos em constantes guerras, em busca de poder entre quem é superior e inferior, violências, mortes...  E conhecer a história de Anne Frank é conhecer um pouco sobre a Segunda Guerra Mundial, esse período que foi cruel e sombrio para muitas pessoas e que mesmo assim, não deixam de nos emocionar com suas histórias. 




sexta-feira, 4 de março de 2016

Resenha: A menina que roubava livros


Título: A menina que roubava livros 
Autor: Markus Zusak
Editora: Intrínseca 
Número de Páginas: 494
Ano: 2005



‘’A menina que roubava livros’’ é o quinto livro do autor Markus Zusak publicado pela editora intrínseca, o livro se tornou um best seller mundial e foi publicado em mais de 40 idiomas, ele ficou na lista de mais vendidos do The new York Times e após tanto sucesso o livro foi adaptado para o cinema e estrelado pelos atores Sofhie Néllise, Geoffrey Rush e Emily Watson. O escritor é bem recebido pela crítica de revistas conceituadas como Publishers Week, School Library Journal, KLIATT, The Bulletin e Booklist.

O livro é narrado pela morte e nos conta a história de Liesel Meminger, uma menina que vive em uma época de horror na Alemanha de Hitler durante a II Guerra Mundial, após a morte de seu irmão, sua mãe comunista é obrigada a entregá-la a um casal que mora em um subúrbio pobre de uma cidade alemã. Com seus pais adotivos ela começa uma nova vida, no começo ela fica com um pouco de medo e apreensiva, os primeiros meses são os mais difíceis, mas aos poucos ela vai pegando a confiança de seus novos pais.

É só uma pequena história, na verdade, sobre entre outras coisas:
* Uma menina
* Algumas palavras
* Um acordeonista
* Uns alemães fanáticos
* Um lutador judeu
* E uma porção de roubos

Seu pai adotivo Hans Hubermann um pintor e acordeonista é um homem alegre e ético que tem uma relação afetuosa com a Liesel, ela não sabe ler e tem sede de conhecimento, logo no início da história antes de ser entregue a seus pais adotivos, ela rouba seu primeiro livro ‘’O Manual do Coveiro’’ que ela pegara escondido no enterro do irmão. ‘’Quanto a menina, ela sentira um desejo repentino de lê-lo, que nem sequer tentara entender. Qualquer que fosse a razão, sua ânsia de ler aquele livro era tão intensa quanto qualquer ser humano de dez anos seria capaz de vivenciar.’’  E é usando exatamente este livro que o seu pai a ensina a ler, escrever e a estimula ainda mais seu gosto pela leitura, Hans além de ensina-la lhe transmitia muito amor e confiança.

‘’Ele lia todas as noites e se sentava com a menina. Nas primeiras duas noites, só fez ficar com ela - um estranho para matar a solidão. noites depois, sussurrou: - Pssiu, eu estou aqui, está tudo bem. Passadas três semanas, abraçou-a. A confiança se acumulava depressa, graças sobretudo à força bruta da delicadeza do homem, a seu estar ali. Desde o começo, a menina soube que Hans Hubermann sempre apareceria no meio do grito e não iria embora.’’

Sua mãe adotiva Rosa Hubermann apesar de parecer durona, no decorrer da história se mostra uma mulher muito boa e que também se importa com a filha. Rosa trabalha passando roupas e é Liesel que se torna a encarregada de entregar, quase sempre com a companhia de seu amigo Rudy que ela conhece no bairro onde mora e que se torna um amigo muito fiel e companheiro. ‘’Doido ou não, Rudy sempre esteve destinado a ser o melhor amigo de Liesel. Uma bolada de neve na cara é, com certeza, o começo perfeito de uma amizade duradoura.’’ É com ele que ela vive suas melhores aventuras e compartilha diversas coisas, exceto um segredo que ela não pode contar em circunstancia alguma, seu pai teve de esconder no porão um judeu, o jovem poeta Max, que era filho de um homem que salvou Hans durante a primeira guerra. Com Max no porão, a menina acaba nutrindo uma amizade muito bonita e sincera pelo moço, os dois tem muito em comum, o amor pelos livros e pelas palavras. 
O desejo da menina em ler novas histórias a fez furtar muitos mais livros, um desses furtos foi enquanto os nazistas em atos frequentes dessa época queimavam pilhas de livros, pois representavam perigo ao regime totalitário de Hitler, isto é, tudo aquilo que não eram ideias nazistas, e foi em um desses momentos que Liesel no final do ato quando não restava mais ninguém recolhe escondido um livro que sobreviveu as chamas. Ela também passava horas lendo na biblioteca da mulher do prefeito, que é um dos clientes de sua mãe adotiva.
Desde o começo da história nós podemos ver a visão que a morte tem sobre os humanos, suas peculiaridades e o grande afeto que tem pela roubadora de livros, ‘’Os seres humanos me assombram.’’  Conforme os anos passam a guerra se avança e as coisas vão ficando cada vez mais complicadas no bairro onde a menina vive e é nos livros que ela se apega, apesar de todas as dificuldades e tristezas da guerra, ela encontrava alegria e conforto nas histórias que lia.
Faz um bom tempo que li esse livro, mas não podia deixar de escrever sobre ele, é uma história sensacional que me conquistou desde a primeira página e que até hoje é um dos meus favoritos. A trama traz personagens fascinantes, bem construídos e que nos revelam admiração, é uma leitura rápida e rica em detalhes, lembro que quando comecei a ler não conseguia parar, fiquei totalmente envolvida e muito emocionada durante o enredo, não tem como não se emocionar com um livro que retrata um período da história que foi tão triste, mas apesar de parecer uma história mórbida, na verdade é um livro que através da vida de Liesel nos enche de emoção. Em um período de guerra, de medo, de holocausto e de tanta crueldade a menina através dos livros que roubava ia transformando sua vida triste em uma trajetória de esperança. 

Com uma escrita excepcional Markus Zusak impressiona, porque em uma época de tanto horror ele transforma tristeza em poesia, e através de seus personagens conta uma história de amizade, amor e solidariedade, e como diz na contracapa do livro ''Quando a morte conta uma história você deve parar para ler'.' E deve mesmo, com trama e personagens tão cativantes é uma história que  todos os amantes de um livro bem escrito e que gostam de um bom drama deveriam ler, é definitivamente impossível não se encantar com a vida de Liesel. 

''As pessoas só observam as cores do dia no começo e no fim, mas para mim, está
muito claro que o dia se funde através de uma multidão de matizes e entonações, a
cada momento que passa. Uma só hora pode consistir em milhares de cores diferentes.
Amarelos céreos, azuis borrifados de nuvens. Escuridões enevoadas. No meu ramo de atividade,faço questão de notá-los.''



quarta-feira, 2 de março de 2016

Filme: God Help The Girl


Título: God Help The Girl
Lançamento: 2014
Duração: 1h52min 
Direção: Stuart Murdoch
Elenco: Emily Browning, Olly Alexander, Hannah Murray
Gênero: Musical, Drama, Romance 
Nacionalidade: Reino Unido


Sinopse:
Internada num hospital para cuidar de problemas emocionais, Eve (Emily Browning) começa a escrever canções como uma forma de se sentir melhor. A composição de músicas se torna mais que um modo de espairecer e ela vai para a cidade, onde conhece James (Olly Alexander) e Cassie (Hannah Murray), dois músicos com seus próprios objetivos e problemas. O que se segue é uma história de renascimento durante um longo sonho de verão.




          Sabe aquele filme que por mais que o enredo seja simples, ele te cativa de um jeito tão doce e encantador? Foi essa sensação que tive ao assistir o filme 'God Help the Girl'.
      'God help the girl' (Deus ajude a garota, em tradução livre) é um musical/drama baseada nas músicas da banda escocesa Indie Belle & Sebastian, com a trilha sonora, o roteiro e a direção por Stuart Murdoch, vocalista da banda. O filme é pouco conhecido, então decidi falar um pouco sobre ele e deixar como indicação.
  A história começa através de Eve (Emily Browning), uma jovem sonhadora, com um jeitinho super fofo (inclusive suas roupas tipicas de brechó), mas que tem um ladinho meio 'sombrio'. Ela sofre de depressão e distúrbios alimentares e está internada em uma clínica de reabilitação. Apesar dos seus problemas, Eve possui um talento incrível: compõe canções com os mais profundos sentimentos e canta com a alma, uma forma de espantar tudo de ruim de sua vida.


   Sua saga se inicia quando foge dessa clinica no meio da noite para assistir um show e ela acaba trocando olhares para o vocalista da banda. Logo depois da apresentação, entra em cena James (Olly Alexander) para tocar, mas tudo dá errado, pois no meio da apresentação ele acaba brigando com um dos integrantes. James é um garoto tímido, meio nerd porém não esconde sua ambição quando se trata da música. Depois de toda confusão, James encontra Eve e os dois começam a conversar e vão descobrindo coisas em comum, como por exemplo a paixão pela música.
      Finalmente Eve ganha alta da clínica e passa a morar na casa de James e assim conhece Cassie (Hannah Murray), já que Eve começa a ajudar James nas aulas de canto e violão para Cassie. Deste modo, eles começam a pensar mais longe, juntando o talento de cada um e sonham em montar uma banda. O filme acompanha a trajetória dos três jovens a tão sonhada carreira musical.


  Me identifiquei com a Eve, o que me fez ficar mais ligada ao filme. Apesar do roteiro não apresentar nada de revolucionário, os diálogos meio superficiais, o filme tem um ar retrô, com fofura e inocência, mas que consegue não só emocionar como encantar com sua simplicidade, uma história de amizade, sonhos e superação. Além da trilha sonora maravilhosa, a fotografia do filme tem como inspiração a década de 60/70 com uma pegada da cultura Indie, nos faz querer atravessar a tela e estar naquele lugar, o figurino e os personagens te cativam do começo ao fim. 
  O filme consegue também tratar com delicadeza a temática de distúrbios psicológicos tão comuns hoje em dia, o caso de Eve com a depressão e distúrbios alimentares, mas o filme em nenhum momento deixa de ser leve. Para quem gosta de romance, calma, tem sim romance no filme (não poderia faltar, né?),um triângulo amoroso entre amigo nerd e o bonitão nada confiável. Além de trazer uma mensagem de que é importante tentarmos distanciar os problemas e ir atrás dos nossos sonhos. 


  Uma super indicação para quem curte histórias simples, doces e que vai te cativar nos primeiros minutos.
         Confira o trailer: