sábado, 24 de junho de 2017

Desabafo: 13 Reasons Why

Olá amores! 💕
Eu volteeeeei õ/ Tá, parey KK' Tenho certeza que a maioria nem percebeu que eu sumi KKK' mas ok..
Precisamos conversar sobre 13 Reasons Why.
Alguns temas como suicídio, depressão e estupro são bem difíceis de se abordar, acho que colocar tudo isso em um suspense, cheio de mistério, cheio de jovens, tinha tudo pra dar errado, mas nesse caso deu certo.
Dirigida por Thomas McCarthy, de Spotlight: Segredos Revelados, e escrita pelo vencedor de um prêmio Pulitzer, Brian Yorkey.
13 Reasons Why é a adaptação da Netflix do best-seller de mesmo nome do Jay Asher. A série segue a história de Clay Jensen que encontra uma caixa com 13 fitas cassetes na porta de sua casa. Nos áudios, Hannah Baker — colega e paixão platônica de Clay — lista os treze motivos que a levariam ao suicídio (cometido duas semanas antes).
Em treze episódios — cada um contando os eventos de uma fita — Hannah narra sua versão dos fatos passados e lista todos aqueles que a machucaram na escola. Em uma narrativa dupla entre passado e presente.

AVISO IMPORTANTE: Talvez vocês não me aguentem até o final, então já vou começar avisando KK'
Esse post não é uma indicação, eu apenas escrevi a minha visão sobre a série. Eu não acredito que essa série é livre para todos os públicos.. Acredito que ela é mais como uma espécie de "projeto".. Algo que os professores, pais, orientadores, deveriam assistir.. Nem todas as pessoas vão conseguir tirar algo bom dela.
Existem pessoas e pessoas neste mundo e idade não significa nada.. Mas se você que está lendo isso for jovem e estiver passando por algum problema emocional.. Saiba entender os seus limites ok?
O que você consegue ou não assistir, enfrentar, etc.

ALERTA DE SPOILER:
Eu apenas precisava escrever sobre, pois se trata de fatos e sentimentos que eu mesma já vivi.
Então espero que vocês reflitam um pouco comigo. Então vamos lá e obrigada pela atenção!
Gente, o que é o menino Clay que demora séculos pra ouvir as fitas hein?!
Eu fiquei jogada ao chão, totalmente desesperada com a demora dele. E eu sabia que provavelmente a fita dele seria umas das últimas. Mas ao mesmo tempo foi na medida... O Clay é aquele garoto que não consegue demonstrar muito bem o que sente, ele não conversa, não se abre.. E no último episódio fica tão claro o quanto ele mudou, cresceu, amadureceu. Ele fez justiça e ele não se calou. Acho que o mais importante da série, o que não devemos esquecer, a mensagem que eles querem passar é: Não seja como nenhum deles!
Não é o tipo de série que você assiste e fala "Ah, na vida eu sou o Alex" ou "Na vida eu sou a Skye" ..Gente, não!! Para agora com isso. Na minha cabeça a mensagem que fica é que nenhum deles são exemplo, nem mesmo o Clay.. Talvez agora sim, o Clay do último episódio, mas o de antes não.

Como a própria Hannah disse, ele era bom, amável e decente, não era como os outros💕 Mas o erro dele foi não dizer o que sentia, e ás vezes uma palavra que você deixa de dizer, tem um impacto muito grande na vida do outro.
Eu sei que ele é ultra fofo do início ao fim, mas o Clay que luta, que permanece com raiva, que fez diferença, esse sim é um exemplo.Outra coisa, solidão e ansiedade são sentimentos que todos nós já sentimos. Sofrer bullying, todos nós já sofremos.. seja na escola, online, não importa onde estejam…Se você nunca sofreu, então provavelmente você não é desse planeta.
E eu não acho que o bullying é algo exclusivo apenas para as crianças e adolescentes. Acho que os adultos também passam por isso.. Eles podem ser as vítimas e também os agressores.
E sendo sincera, existe uma massa neste mundo onde eles acreditam fielmente que ser diferente é errado, então são nesses momentos que nós que somos diferentes passamos á acreditar que devemos seguir a massa. Mas não, isso é errado. Seja você mesmo, seja fiel á suas ideias, ao seu jeito e gostos, não siga a massa, nade contra a corrente e tenha orgulho disso. Seja um sobrevivente e não pertença á grupinhos..
Não importa como, é sempre possível achar alguém que entenda você, entenda tudo aquilo que você ama e que te ache legal por isso.
O erro da Hannah foi tentar sempre se encaixar em um grupo que não tinha nada em comum com ela. Por querer ser aceita ela acabou se perdendo.


O que mais me deixou com o coração na mão foi passar a série inteira conhecendo essa garota tão incrível e saber que ela não iria voltar. Todas aquelas cenas em que o Clay dizia "Não consigo ouvir a voz dela" ou como quando ele a enxergava em todas aquelas situações e quase podia tocar nela e na realidade, ela não estava mais ali... isso foi o que mais pesou pra mim.
Deu vontade de entrar pela tela e dizer "Não Hannah! Não confie, não seja inocente á esse ponto, não seja ingênua" ...
Fiquei chocada com a falta de preparo do conselheiro/orientador... O que aquele homem fez com ela, de insinuar que ela estava apenas confusa, de dizer "apenas siga em frente, deixa pra lá" .. Meu Deus, como ele pôde ser tão negligente?
E no fundo do meu coração, deu vontade de abraçar a Hannah de uma forma tão forte.... E o pior é saber que isso tudo é tão real. A Hannah podia ter feito outras escolhas e ter buscado outro tipo de ajuda? Sim!
Era tão nítido ver ela implorando por ajuda, estava na forma em que ela nem ao menos conseguia falar.. E ele deixou ela ir. Agora eu estou muito ansiosa pela segunda temporada para ver as consequências.
Eu acredito que sim.. Mas sendo assim a série não teria tanto impacto, não seria chocante...

Existem milhares de garotos e garotas como ela nesse mundo e acho que a importância da série é passar a mensagem de que isso acontece todos os dias, o suicídio é a segunda maior causa de mortes quando se trata dos jovens.. É real, e ás vezes o que é real assusta. As pessoas preferem ver apenas o que é bonito, enquanto o que é necessário discutir está sempre sendo empurrado pra debaixo do tapete.
A sociedade prefere ser hipócrita e fingir do que colocar em questão e discussão o que realmente é preciso. Então ao meu jeito de ver, teve o final que teve pq a ideia era ser real ao invés de bonito...

Sendo assim, fica em aberto que maior que o suicídio, maior que a dor, maior que a vergonha e a humilhação, é a força que você deve ter pra continuar lutando. Precisa ter muita coragem pra continuar lutando, e se você ainda sente, ainda chora, com toda certeza você ainda está vivo, se você ainda está vivo, então é motivo suficiente pra buscar ajuda.
E o maior ponto é... Não romantize a série.. Não ache que o suicídio é algo bonito, romântico, que tem música bonita ao fundo e vai ser algo limpo... Não romantize nunca a tristeza, a depressão, nada disso é bonito.

Muita gente não gostou da cena do suicídio, mas eu achei ela extremamente importante... Foi tão real, tão perturbadora, seca... o desespero dos pais, o sofrimento... vc precisa saber o desespero que vc vai deixar pra trás. Não é nada poético, é apenas uma escuridão.
Mas eu sei que vocês devem estar pensando "Mas se alguém estiver passando por algo igual, eles vão querer imitar" e sim, é possível... aliás, se algum de vocês estiverem passando por isso e forem pessoas que se influenciam rápido, então assistir não é uma ideia muito boa. Acima de tudo, precisa ter cabeça, coração, coragem e força pra assistir essa série, pq cada detalhe tem 100% de realidade. Você precisa se conhecer e entender seus limites, assim como eu disse no começo..
Se você sabe que não vai se sentir bem assistindo, então não assista. É uma série cabeça, e não uma série pra passar tempo. Deixando bem claro.
Porém, eu ouvi dizer que o número de pedidos de ajuda aumentaram após a série, então isso é bom, é positivo.
Existe ajuda por aí, e não é vergonhoso procurar uma solução. E isso sou eu que estou dizendo, alguém que já tentou suicídio, que ainda tem crises de depressão e ansiedade, que toma remédio pra isso, mas que nunca realmente desistiu. Existe ajuda sim!!! Basta procurar no lugar certo e com as pessoas certas. Não se inspirem na Hannah... Suicídio nunca é a solução, não é opção, não existe uma forma de sair limpo disso... Então o principal é entender que se você olhar ao seu redor com os olhos bem abertos, com certeza ainda existe alguém aí por você, então não desistam.

13 Reasons Why não é uma série bonitinha, não é juvenil, não é "cool" ...
Na minha opinião a cena do estupro foi muito pior que a do suicídio, aliás, as duas cenas de estupro...
E ainda assim, mais uma vez, reais.
E por fim é uma série que te revolta, tem muita negligência, é mais do que explícita, mas é necessária.
É importante e bem produzida.

CURIOSIDADE: Selena Gomez e atores de “13 Reasons Why” fazem tatuagens juntos em apoio à saúde mental!💕
A tatuagem de ponto e vírgula mostra amor e esperança a quem tem tendências depressivas e suicidas. Um ponto e vírgula é usado quando um autor pode terminar uma frase, mas escolhe continuar"
E esse é o lado do projeto que ninguém comenta... O lado onde eles mostram que se importam. E escolher continuar que é o lado bonito. 💕
E por fim, temos a trilha sonora que é incrível, vai do antigo ao novo, tem esse clima das fitas cassetes, acho que por isso tem The Cure💕
E eu amei a versão acústica de Kill Em With Kindness💕
- O mundo pode ser um lugar desagradável...Você sabe disso, eu sei disso...
Nós não temos que cair da graça..Abaixe as armas com as quais você luta...
Vá em frente agora💕
Na próxima vez que você estiver lutando, mate-os com bondade..- Nenhuma guerra sobre a raiva já foi vencida...


Também amei essa, porque tocou no minuto em que a Hannah sentiu que tudo ficaria bem💕
Mais do que toda a polêmica, foi uma das melhores cenas *.*

- Eu tive um sonho que você era minha... Eu tive esse sonho mil vezes..
Achei a sua casa, eu nem sequer tentei.. Eles tinham fechado as persianas e as janelas..
Meus olhos estavam vermelhos, as ruas estavam brilhantes..
10 de novembro, o ano está quase no fim..
Se eu tivesse o seu número, eu ligaria amanhã..
Aqueles anos antigos eram a preto e branco..
Mas tudo o que eu tenho é esse velho sonho que sempre tive...
Se os meus olhos estivessem abertos, eu chutaria as portas para entrar..
Mil vezes, mil vezes...Eu tive esse sonho mil vezes💕

Minha favorita💕
- Estive buscando um caminho para seguir novamente(...)
Eu tive tudo, e então quase tudo de você...
Um tanto, e então nada de você...
Me leve de volta para a noite em que nos conhecemos
Eu não sei o que devo fazer,
Assombrado pelo seu fantasma...
Me leve de volta para a noite em que nos conhecemos
Quando a noite estava cheia de terrores e seus olhos cheios de lágrimas..
Quando você ainda não tinha me tocado...
Me leve de volta para a noite em que nos conhecemos.
.

Amei Cool Blue💕
- Como você pode esperar na chuva? Você está encharcado até os pés...
Ainda assim, você disse que esperaria por mim(...)
Mas essas coisas, elas diminuem...
Eu nunca vou crescer.. É tudo o que eu sei...

E Bored💕
- Eu não quero bater nenhum recorde..
Eu só quero que me liberte....


Apenas acho que música sempre ajuda.. E essa trilha com certeza me ajuda á respirar com mais calma *.*

Enfim, fica aqui o desabafo...
E por favor, se vocês já assistiram ou querem assistir, se vocês concordam comigo ou não, enfim, me deixe saber... Vou amar conversar com vocês.
Bjs e até o próximo!!💕

segunda-feira, 5 de junho de 2017

[Evento] Tarde de autógrafos com Carina Rissi


Olá, leitores! Tudo bem com vocês?

No dia 03 de junho, foi realizado o lançamento do livro Quando a Noite Cai, da autora Carina Rissi aqui na minha cidade, Curitiba.
A turnê de lançamento foi organizada pela Editora Verus, selo da Editora Galera Record, em parceria com a Livraria Saraiva em seis cidades ao redor do Brasil (Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis, Curitiba e Campinas).
Aqui em Curitiba, a sessão de autógrafos aconteceu na Livraria Saraiva do Shopping Crystal (Rua Comendador Araujo, 731 - Batel), com o início do evento agendado ás 15:00hrs. Porém, mesmo antes do horário previsto, já haviam leitores aguardando.
Os primeiros 40 leitores que chegaram ao evento, tinham o direito de participar do bate papo, ou seja, podiam fazer quantas perguntas quisessem para a Carina. A duração foi de meia hora, até dar início ao tão esperado encontro com a rainha do Chick-Lit Nacional.



Essa foi a primeira vez que fui a um evento da Livraria Saraiva e, ao meu ver, achei que faltou um pouquinho mais de organização.
A distribuição de senhas foi no dia, especificamente, ás 10 da manhã, sendo que as primeiras senhas com o direito ao bate papo acabaram perto do meio-dia. Isso não deixou os fãs da Carina Rissi preocupados, já que a autora ficou de atender todos que estivessem no evento.

A sessão de autógrafos ocorreu no piso inferior da livraria (pequeno por sinal) e o andamento da fila demorou um pouco, mas nada estressante, pois conversei com umas leitoras durante essa espera e, dali a poucos minutos, eu estaria lá na frente e teria meu precioso tempo com a Carina. 
Como todo evento, há suas regres básicas e não foi diferente neste: foi estipulado o limite de três livros para serem autografados, contando que um deles fosse o lançamento, porém, a Carina como sempre atenciosa, quem trouxe a mais, ela autografou de qualquer maneira. Sem contar que a Carina atendeu e conversou com cada um de seus leitores com calma, sem ter aquele limite de tempo, achei isso super bacana da parte dela, sempre com um belo sorriso no rosto e esbanjando doçura em cada palavra trocada com seus fiéis leitores.
Em questão as fotos, não houve fotografo profissional para as fotos oficiais, algo que geralmente acontece nesses eventos. Sendo assim, os registros do momento eram por nossa conta. 


                                                          
Não posso deixar de falar o quanto a Carina Rissi é um amor, gente. Apesar daquele nervosismo que dá na hora, quando chegou a minha vez tudo passou. Super simpática, atenciosa, com uma alegria contagiante, foi muita emoção (re)ver uma das minhas escritoras favoritas e minha inspiração. Consegui conversar com ela sobre um livro que estou escrevendo (ai meu Deus, a Carina sabe que eu escrevo agora! Parei haha'), tudo porque o nome de um dos personagens do seu novo livro, o Gael, é o nome de um dos meus personagens também. Até comentei para ela que foi um sinal divino, e lógico que ela falou para eu não desistir e que um dia quer um livro meu autografado. Ouvir isso da pessoa que te inspira é algo único e especial, a Carina tem um jeito de nos fazer se sentir bem próximo á ela, não é a toa todo o sucesso que faz, além de ser talentosa e nos fazer suspirar com suas histórias, ela é uma pessoa incrível e cheia de luz própria. Sem dúvidas, a Carina merece todo o nosso carinho e amor.
E outra coisa que fez meu dia ser mais especial, foi que a minha mãe esteve junto comigo! Tudo porque eu fiz ela ler a série Perdida. Acho que não preciso mencionar que minha mãe se tornou fã da Carina Rissi também, não é? 


A estudante Letícia Felizari (uma fofa!), que também estava presente no evento e a conheci enquanto aguardava na fila, nos conta um pouquinho como se sentiu ao reencontrar a Carina Rissi:
"A primeira vez que vi a Carina pessoalmente, no lançamento de “Prometida”, foi como acabar de conhecer uma pessoa nova, aquela situação meio estranha, sem saber o que fazer ou dizer. Eu nem estava tão nervosa assim, mas quando chegou a minha vez de pegar o autógrafo dela, eu não consegui falar nada do que gostaria.Já a segunda vez, no lançamento de “Quando a noite cai”, foi mais como encontrar uma velha amiga para colocar o papo em dia. Apesar de sentir meu coração batendo cada vez mais forte ao me aproximar cada vez mais na fila, quando de fato chegou a minha vez eu acabei ficando tranquila e à vontade. Consegui conversar com ela como nunca imaginaria que conseguiria, e fiz questão que ela soubesse o quão feliz eu estava por vê-la novamente, e ela pareceu bem feliz em me ver ali também, apesar de obviamente não se lembrar de mim. Ela é infinitamente mais querida e atenciosa do que já aparenta ser, e prestou bastante atenção em tudo o que eu falava. Não vejo a hora de poder conversar com ela outra vez!"
Beatriz Kimberlly é mais uma leitora apaixonada pelos livros da Carina Rissi, não conteve a emoção ao encontrar a autora e compartilha conosco seu sentimento:
"Há quase dois anos, eu fui apresentada ao livro "Perdida", me apaixonei, e finalmente eu pude conhecer a escritora que tem entrando na minha mente através dos livros, porque eu li todos! e me apaixonei por todos! Ver ela foi uma felicidade imensa, eu fiquei nervosa e animada, para contar tudo o que eu pensava! É muito bom poder dizer o quanto eu ri, chorei, briguei e fiquei feliz com cada livro, cada personagem, parece que me descreve a alma, e só de ler um livro dela me sinto em outro mundo. Carina Rissi é um amor de pessoa, que faz a gente se apaixonar por Jane Austen e querer usar um all star vermelho só pra se lembrar de uma certa perdida por ai! Que faz a gente se interessar ate por tarô e cartas ciganas (risos). Eu realmente amei a experiência de vê-la! De compartilhar um pouco do que eu sinto, nada mais justo já que ela sempre compartilha o que pensa através dos livros, foi uma experiência maravilhosa e que logo quero voltar a repeti-la, a alegria e a euforia de contar pra ela as coisas atropelando as palavras não se compara a nada!"

Dá para perceber que a Carina é puro carisma por onde passa, deixando seus leitores ainda mais encantados!
Ah, e todos que estavam no evento, ganharam um marcador e um boton do livro.



O que vem de novidades por aí: 
A autora nos contou que devemos ficar atentos em suas redes sociais (facebookinstagramtwitter) porque muito em breve, ela divulgará algumas novidades sobre o filme "Perdida" e "Procura-se um Marido". Infelizmente por questões contratuais, a autora não pôde nos contar no dia. 
Além dos seus futuros lançamentos previstos para o final do ano: O Livro da Malvina (sim, aquela mesma do conto "Menina Veneno" que a Carina escreveu para o Livro dos Vilões) e também o Quinto Volume da série Perdida, contando a história da Valentina. Ansiedade a mil desde agora. Teremos muito mais Carina Rissi para nossa alegria!!

Carina Rissi tornou-se uma das autoras nacionais contemporâneas mais influentes e reconhecidas no meio editorial. Sua carreira teve inicio em 2011 através do livro Perdida, publicado de forma independente. Foi desse modo que a autora, que hoje têm milhares de leitores, ganhou seu espaço na literatura e vem agradando mais e mais pessoas de todas as idades.

Conheça o mais novo livro de Carina Rissi:
Quando a Noite Cai

Editora: Verus
Ano: 2017
Páginas: 448
Adicione ao seu skoob: Quando a noite cai - Carina Rissi
Briana Pinheiro sabe que não é a pessoa mais sortuda do mundo. Sempre que ela está por perto algo vai mal, especialmente no trabalho. Por isso é tão difícil manter um emprego. E a garota realmente precisa de grana, já que a pensão da família não anda nada bem.Mas esse não é o único motivo pelo qual Briana anda perdendo o sono. Quando a noite cai e o sono vem, ela é transportada para terras distantes: um mundo com espadas, castelos e um guerreiro irlandês que teima em lhe roubar os sonhos... e o coração.Depois de ser demitida — pela terceira vez no mês! —, Briana reúne coragem e esperanças e sai em busca de um novo trabalho. É quando Gael O’Connor cruza seu caminho. O irlandês de olhar misterioso e poucas palavras lhe oferece uma vaga em uma de suas empresas. Só tem um probleminha: seu novo chefe é exatamente igual ao guerreiro dos seus sonhos.Enquanto tenta manter a má sorte longe do escritório, Briana acaba por misturar realidade e fantasia e se apaixona pelo belo, irresistível e enigmático Gael. Em uma viagem à Irlanda, a paixão explode e, com ela, o mundo de Briana, pois a garota vai descobrir que seu conto de fadas está em risco — e que talvez nem mesmo o amor verdadeiro seja capaz de triunfar...
Onde comprar: Saraiva I Americanas I Submarino I Amazon
Daqui alguns dias, estaremos postando a resenha do livro, fiquem ligados!
Boas leituras! 

terça-feira, 2 de maio de 2017

Quatro livros e muitos "Brasis".

Ler é viajar no tempo, é entender o passado e vislumbrar o futuro, a cada leitura abrimos uma fissura no espaço/tempo e conhecemos outras realidades, ler nos faz melhor, nos torna abertos para o diferente, para o outro. Minhas quatro últimas leituras me levaram para momentos distintos da história do Brasil, para situações diversas, cada uma com sua complexidade, autores de diferentes correntes, escolas e gerações. Um aprendizado inesquecível.


Para quem ainda não sabe, sou apaixonado por literatura brasileira e para ser democrático, procuro sempre ler um livro estrangeiro e um brasileiro, mas nesse último mês me dediquei exclusivamente aos autores brasileiros. Minha saga se inicia lá nos anos de 1920, com o primeiro romance do mestre da literatura brasileira, Jorge Amado. Em "O País do Carnaval", fui apresentado a Paulo Rigger e seus amigos, que são um retrato da intelectualidade brasileira da época, ainda muito influenciada pelo continente europeu, em especial a França, que recebia os filhos dos grandes fazendeiros tupiniquins, Rigger era filho de um grande plantador de cacau na Bahia e buscava o sentido da vida e da felicidade, mas era um homem muito ciumento. Uma leitura muito fluida e verdadeira, o retrato de uma época de ansiedade para os jovens. Jorge Amado escreveu o livro aos 18 anos de idade, quando já estudava Direito no Rio de Janeiro e o publicou em 1931, o livro foi um sucesso gigantesco, traduzido para várias línguas e publicado na Europa. E eu, o que fiz aos meus 18 anos??? (hehehe)


Vinte anos mais tarde, embarco com Virgínia em a "Ciranda de Pedra", romance de Lygia Fagundes Telles lançado em 1954, que se passa entre as décadas de 40 e 50. Me surpreendi muito com a história, pois da autora só havia lido o romance "As Meninas", Lygia sabe explorar como ninguém o perfil psicológico de seus personagens, uma característica dos autores modernistas dessa época. Virgínia se vê atormentada por uma mãe louca e um padrasto que se suicida. Se vê em competição constante com suas irmãs Otávia e Bruna, além de sua paixão platônica por Conrado. Virgínia, quando confrontada pela verdade por Luciana, governanta da casa em que morava com sua mãe, decide ir para um internato de freiras, onde amadurece, quando termina seus estudos volta para a realidade de sua família, decidindo enfrentar à todos. O romance de Telles foi algo bem progressista para época, pois já apresentava uma personagem homossexual, Letícia, tratando do assunto com muita naturalidade e complexidade ao mesmo tempo. O desenvolvimento psicológico da história é feito com maestria, a história é tão boa que já foi adaptada duas vezes para a televisão, em 1981 e 2008. Só lembrando que Lygia está vivíssima, tem hoje 94 anos e no ano passado foi a escolha brasileira para concorrer ao Prêmio Nobel de Literatura!!!


Nessa mesma época, década de 50, iniciei outra aventura, que será narrada até os anos 2000, essa, um spin-off da trilogia de PJ Pereira, Deuses de Dois Mundos, uma saga que mescla a mitologia yorubá, os deuses do Candomblé, de forma atemporal com os dias de hoje, na saga principal somos apresentados a Pilar, que é a personagem principal desse desdobramento chamado "A Mãe, A Filha e o Espírito da Santa", um romance que irá tratar da religiosidade brasileira e de violência psicológica, mas também de uma personagem forte, que resiste a uma sociedade machista, se impondo, fazendo o mesmo jogo, criando uma legião de seguidores. Pilar foi anunciada como a messias, a irmã de Jesus, nascida em Codó no Maranhão, filha de uma mãe de santo, vê sua vida mudar quando vai para Brasília, viajando com uma trupe de circo, na capital do país vive momentos decisivos, com sua história resvalando na ditadura militar que assolou o país, após esse período de descobertas e reviravoltas, viaja pelo mundo e volta para São Paulo, onde funda seu culto e cria o mito em volta de seu nome. Pilar é a representação religiosa de nossa sociedade, extremamente mística, começa sua vida no batuque do candomblé e na missa da igreja católica, se envolve com o pentecostalismo importado dos norte-americanos, mesclando tudo isso com as teorias da nova era. Um caldeirão de crenças que conquistava dos mais humildes aos mais ricos. PJ Pereira criou uma obra clássica da literatura brasileira, uma obra que representa o que há de melhor da produção literária contemporânea. É claro que eu já quero a adaptação para uma série, nunca te pedi nada Netflix, por favor!?!?!?


Caminho mais um pouco sobre os últimos anos e chego em 2013, uma história contada em primeira pessoa por um médico do SUS. "Meu Primeiro Morto", primeiro romance de Jaci Palma, vencedor do Prêmio Paraná de Literatura na categoria romance em 2013, é um relato brilhante de um médico plantonista em um pronto-socorro movimentado, tendo que fazer milagres com a estrutura à sua disposição. a história se passa em um único plantão. A obra é uma crítica muito verdadeira sobre a situação do SUS no país, uma crítica consistente que não se baseia no senso comum midiático, além da reflexão há a construção psicológica de um personagem forte, pragmático e ainda sonhador, com sua vida amorosa esfacelada e sua falta de esperanças na humanidade, o médico vai narrando sua rotina ao mesmo tempo em que descreve psicologicamente seus pacientes e colegas de trabalho. Jaci Palma cria uma grande obra de literatura contemporânea, com duras críticas e reflexões, mas também com o traçado de um personagem que quer se mostrar mesquinho, mas é grande, é humano. Para quem ama séries médicas, essa leitura é praticamente obrigatória!!!

Tracei praticamente 100 anos de história nessas quatro obras, conheci e me aprofundei em cenários históricos variados, que construíram a nossa realidade atual, a literatura é um reflexo da sociedade em uma determinada época, ela irá mostrar os anseios das gerações, as críticas, as paixões. Todas as obras são indicadíssimas, leituras muito aprazíveis, que fazem nos apaixonar, reclamar, chorar, gritar, odiar e sonhar. 

Boas leituras e até o nosso próximo encontro!!!

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Resenha: Balada 80


Título: Balada 80
Autora: Denise Barbosa
Páginas: 346
Editora: Young


“Balada 80” é um livro nacional do gênero infantojuvenil, escrito pela autora Denise Barbosa. Seu lançamento ocorreu na Bienal do Livro de São Paulo, em 2016, publicado pela Editora Young. Se você gosta de histórias divertidas, com boas referências e viagem no tempo, esta é uma ótima indicação de leitura. Aqui no blog, já fizemos uma entrevista com a autora (Entrevista autora Denise Barbosa), conheçam mais do seu trabalho.
Em "Balada 80", conhecemos Vanessa, uma adolescente como qualquer outra: Ligada no seu mundinho rodeado de modernidade, músicas do momento, gírias, redes sociais, tecnologias e a milagrosa chapinha. Mas tudo começa a mudar quando se vê apaixonada por Ricardinho, o garoto popular da escola, inteligente e fascinado pela cultura anos 80.



Apesar de estudarem na mesma escola e, ás vezes se cruzarem, ambos nunca conversaram – Ricardinho era uma paixão platônica de Vanessa – até que na Educação Física, suas turmas se juntaram para uma partida de vôlei, e adivinhem só quem estava no time adversário? Ele mesmo, o Ricardinho! Isso acaba deixando Vanessa tão distraída que, sem querer, acaba levando uma bolada no nariz! Mas é nessa situação inusitada que finalmente os aproximam.
Então Ricardinho convida Vanessa a se juntar ao seu grupo, uma rodinha de violão, onde ele toca e canta. O que poderia ser um momento legal, acaba sendo meio constrangedor para ela, afinal, nossa protagonista não curte nenhuma “velharia”, se sentindo meio perdida naquele mundo, aquelas músicas que, para ela, são estranhas. É nesse dia que sua ficha cai: Ricardinho é muito para ela, e para conquista-lo, terá que entender e conhecer seus gostos. Sua melhor amiga, Marília (adorei essa menina, também quero ser amiga dela haha’), tenta ajudar Vanessa, apresentando algumas bandas e filmes da década de 80.



Até que um dia, uma fatalidade acontece na vida de Vanessa. Se pai acabara de sofrer um gravíssimo acidente de moto, o deixando entre a vida e a morte. Aquilo a deixa arrasada, um forte desejo de mudar o destino de seu pai cresce em seu coração e será isso que mudará para sempre suas vidas. É através desse forte sentimento que Vanessa é transportada para o ano de 1988! (Agora como ela foi parar ali, leia o livro e descubra, não darei spoilers haha’).
Completamente perdida, confusa e sozinha, Vanessa mesmo que sem querer, acabará conhecendo e vivendo na década de 80. O melhor de tudo está para acontecer: Ela irá conviver com sua mãe adolescente e ainda se tornarão grandes amigas, além de rever seus avós e descobrir o quanto a década de 80 era incrível, irá se divertir como nunca. Nesse tempo que passará na década de 80, Vanessa aprenderá muito, contribuindo para seu amadurecimento e voltando a seu tempo atual totalmente renovada e com surpresas.
Porém dúvidas cercam seus pensamentos, “como voltar para casa?” “será que sem querer ela mudou algo do seu futuro?”, ”será que quando voltar seu pai estará melhor?”



Denise Barbosa como sempre vem me surpreendendo com suas histórias. Tem uma escrita tão gostosa e nos envolvemos tanto com os personagens que não queremos o final do livro! Uma característica que percebi da autora é o quanto ela adora fazer reviravoltas na história, sério mesmo, acho sensacional esse detalhe, pois não fica aquele clichê. Não posso esquecer de mencionar o quanto o livro é cheio de personagens cativantes (seja os principais ou secundários) e a vontade imensa de viver na história, a forma que Denise narra nos faz sentir dentro do livro, nos identificar com os personagens, e de como foram citadas as referências dos anos 80, desde a parte musical com Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Engenheiros do Hawaii, Titãs... E a parte de filmes como "De Volta para o Futuro" e "Dirty Dancing", aproximando a nova geração de grandes clássicos.
Mesmo eu não tenha vivido na década de 80 (nasci nos anos 90), lendo esse livro, tive uma sensação de nostalgia de quando eu era criança nos anos 90 e meados de 2000, e como tudo muda rápido.
Denise Barbosa é uma autora que veio com tudo! Até comentei com ela que se tornou uma das minhas autoras favoritas, é impossível não se encantar com seus livros, e “Balada 80” foi uma das minhas melhores leituras de 2017. 
Preciso falar dessa diagramação linda. Parabéns á Editora Young pela perfeição e o cuidado dos detalhes. Cada apresentação de capítulo é ilustrado com uma fita cassete. Amei a arte da capa, com certeza uma das capas mais fofas da minha estante. Outra coisa legal do livro, é que se você leu "Diário de uma fã", (Resenha aqui) você irá se deparar com alguns personagens que você viu no livro, inclusive a protagonista Babi na adolescência.



Se você já leu “Perdida” da Carina Rissi, com certeza irá amar “Balada 80”, têm a mesma pegada e as duas autoras possuem uma narrativa tão leve e atual que você devora o livro em pouquíssimos dias (ou horas). Mesmo se tratando de um livro adolescente, recomendo a leitura para todas as idades.
Denise Barbosa é parceira do blog, acompanhe a autora em suas redes sociais:




Adquira o seu exemplar de Balada 80:
Uma indicação deliciosa para curtir nesse feriado de Páscoa!
Boa leitura!

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Miss Fisher's Murder Mysteries. Você precisa ver essa série!!!

A Netflix já um grande acontecimento, mudou a forma como vemos TV, quebrou o monopólio dos grandes grupos de entretenimento e democratizou o acesso a produções de qualidade. Numa dessas minhas incursões pela plataforma, descobri uma preciosidade australiana, só me arrependo de não ter conhecido antes a série, mas já resolvi esse probleminha com uma boa dose de maratonas!!! A série em questão é a aclamada Miss Fisher's Murder Mysteries, protagonizada por Essie Davis!!!


Em pleno século 21, o machismo ainda está bem vivo, então parece incrível que uma das maiores referências na ficção televisiva sobre feminismo e empoderamento da mulher seja uma série criminal ambientada na Austrália dos anos 1920. A primeira temporada, exibida em 2012 pelo GNT (canal pago do grupo Globosat), chegou silenciosamente à Netflix, mesmo assim, a grande plataforma fez com que a história de uma ousada detetive amadora arrebatasse muitos fãs entre seus usuários. A plataforma já conta com as três temporadas produzidas.



O título é bobo e a trama parece bastante inocente à primeira vista. Baseada em uma série de romances da escritora australiana Kerry Greenwood (ainda não traduzidos para o português), o programa acompanha as aventuras de Phryne Fisher (Essie Davis), uma herdeira moderna e sedutora que, depois de passar muitos anos fora da Austrália, volta a Melbourne e começa a solucionar crimes e mistérios, uma mistura de Agatha Christie e Arthur Conan Doyle.

Kerry Greenwood.
A série é um ode ao feminismo, uma produção necessária em tempos de ódio como o nosso. Começamos com Miss Phryne, uma mulher independente, experiente, astuta, generosa, cheia de atitude e, declaradamente, nada interessada em casamento — mas com uma vida sexual bem movimentada por diferentes parceiros. Seu espírito livre escandaliza algumas pessoas, incluindo sua tia conservadora Prudence, que condena suas ações desafiadoras à sociedade vigente. Além disso, uma das melhores amigas de Phryne, Mac, é uma médica lésbica, e os episódios já abordaram, de forma delicada e, ao mesmo tempo, informativa, temas como abortos clandestinos e práticas inseguras de trabalho em uma fábrica composta de mulheres. Ajudar outras a reconhecer seu papel importante parece uma das missões da personagem de Essie, que transformou sua acompanhante Dot, por exemplo, de uma menina acuada sem objetivos na vida em uma corajosa ajudante de detetive.

Mac e Phryne!!!
Phryne e sua intérprete, por si só, já desafiam a indústria sexista do entretenimento. Aos 45 anos, Essie está fora da faixa etária geralmente escolhida para papéis de protagonistas sedutoras. Que bom!!! Sua força e sua atuação passam um recado muito claro e relevante a quem se permita investigar crimes junto com ela em frente à TV.

Boa #maratonaNetflix para todos!!!

sexta-feira, 24 de março de 2017

Indicação: Lion e A Maldição do Tigre

Hoje é dia de dupla indicação, ou seja meu povo, é duas vezes mais amor, cultura e informação!!! Vamos jogar algumas perguntinhas no ar... Qual a relação entre Garth Davis e Colleen Houck? O que Saroo e Kelsey Hayes podem ter em comum? Você já assistiu "Quem Quer Ser um Milionário?"

Dev Patel em "Quem Quer Ser um Milionário?".
Adoro fazer "brainstorming", ajuda muito no processo criativo, se você respondeu a alguma das perguntas acima, já deve ter percebido que hoje faremos uma viagem ao segundo país mais populoso do mundo, a Índia. A cultura oriental é muito fascinante, muitas vezes nos causa estranhamento, mas é uma cultura tão rica quanto a nossa, no último Oscar um filme de produção australiana nos trouxe um das histórias mais emocionantes da última temporada de premiações, estou falando de Lion, dirigido por Garth Davis, um épico sobre família, amor, identidade e sofrimento. Assim que saí da sala de cinema, um livro me veio a mente, uma tetralogia na realidade, o "insight" me veio quando uma estátua da deusa Durga aparece no filme, uma cena muito marcante, fazendo com que eu relacionasse as duas obras. "Quem Quer Ser um Milionário?", também protagonizado por Dev Patel, levou a Índia para as principais premiações de cinema do mundo, um filme incrível, se você ainda não viu, super aconselho, desde então o cinema indiano tem crescido de forma espetacular. Lion nos conta uma história diferente, mas mostra a mesma realidade de um país marcado pela desigualdade. Nicole Kidman e Rooney Mara também dão vida a essa história tão singular.  



Aos cinco anos de idade, o indiano Saroo se perdeu do irmão numa estação de trem de Calcutá e enfrentou grandes desafios para sobreviver sozinho, até ser adotado por uma família australiana. Incapaz de superar o que aconteceu, aos 25 anos ele decide buscar uma forma de reencontrar sua família biológica. A cantora Sia, #diva, gravou a música "Never Give Up" para o filme, o resultado foi simplesmente maravilhoso. 



Colleen Houck, quando escreveu a série "A Saga do Tigre", também nos apresentou o mesmo país, claro, com uma visão mais romanceada, pois o objetivo da obra era mostrar a magia de uma nação tão mítica. Em "A Maldição do Tigre", primeiro livro da saga, Houck nos conta a história de Kelsey Hayes, que perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco. Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele. O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço. Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem. Então, Kelsey, Ren e Kishan – o irmão de Ren – embarcam em uma emocionante aventura para derrotar Lokesh e devolver a humanidade dos príncipes tigres, com ajuda da deusa Durga.

Durga, a invencível, a caçadora de demônios.
As duas histórias são formas diferentes de nos apresentar esse país tão vasto, tão diferente e tão colorido, mas tão desigual, o sistema de castas, mesmo proibido por lei, ainda é uma realidade, segregando e marginalizando grande maioria da população. Independente dessas questões, conhecer novas culturas nos torna seres melhores, livres de preconceitos e mais respeitosos, o conhecimento é a melhor arma contra a ignorância!!! 

Box da série "A Saga do Tigre".
As duas obras me emocionaram muito, o sentimento que as move está na busca por identidade, ambos os protagonistas estão perdidos, longe de casa, da família e do amor. Essa busca, que no filme é mais visceral do que no livro, nos emociona e nos faz questionar nosso papel dentro das relações sociais que construímos. A religião está presente nas duas histórias, é algo fundamental para o povo indiano, na saga literária é explorada de forma mais mítica e mitomágica, já no filme, de forma mais crítica.

São duas histórias lindas, épicas e necessárias, que expandem o nosso olhar para a humanidade!!! Até o nosso próximo encontro!!!